A maioria dos criadores que ativam o clube do canal ganha quase nada com ele. Configuram às pressas, falam uma vez no vídeo e esquecem. Mas nos três canais que analisamos abaixo, o clube chegou a 30%, 60% e 80% da receita total. A diferença: benefícios pensados para o público, uma menção natural em todo vídeo e níveis com preços que os fãs mais fiéis topam pagar. Essas três táticas e mais 12 estão logo abaixo.
O que funciona no Clube do canal do YouTube
Aqui estão 15 práticas dos canais com que trabalhamos. Nem todas têm o mesmo peso, mas cada uma resolve um motivo diferente para as pessoas entrarem ou saírem.
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Tática |
Esforço |
Impacto na receita |
|---|---|---|
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1. Preço certo para cada nível |
Baixo — configura uma vez |
Alto — define o teto da sua receita |
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2. Reaproveitar níveis do Patreon |
Baixo — copia o que já existe |
Médio — soma se você já tem Patreon |
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3. Citar membros nos vídeos |
Baixo — poucos minutos por vídeo |
Médio — retenção e novos membros |
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4. Super recursos nas lives |
Médio — exige lives frequentes |
Alto — pode passar de 50% da receita |
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5. Encontros só para membros |
Médio — tempo fixo todo mês |
Médio — segura bem, menos cancelamentos |
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6. Acesso antecipado |
Baixo — sem gravação extra |
Médio — converte bem |
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7. Erros de gravação e bastidores |
Baixo — o material já existe |
Baixo-médio — retém, mas não vende sozinho |
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8. Enquetes e posts para membros |
Baixo — minutos por semana |
Médio — mantém o vínculo entre vídeos |
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9. Versões sem cortes |
Baixo — sem gravação extra |
Médio — depende de quanto foi cortado |
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10. Descontos em produtos |
Baixo — configura uma vez |
Baixo-médio — receita extra e fidelidade |
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11. Perguntas e respostas para membros |
Médio — tempo por sessão |
Médio — muito valorizado, retém |
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12. Reconhecimento mensal |
Baixo — minutos de vídeo |
Médio — mais retenção do que aquisição |
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13. Tutoriais e workshops exclusivos |
Alto — produção separada |
Alto — o melhor benefício para canais educativos |
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14. Materiais para download |
Médio — faz uma vez |
Médio-alto — converte quando o material é específico |
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15. Acervo de conteúdo exclusivo |
Médio — precisa montar no começo |
Médio — menos cancelamentos, melhor em canais grandes |
1. Acerte o preço dos níveis
Comece com três níveis: barato, médio e caro. O YouTube permite até seis níveis, com preços de US$ 0,99 a US$ 499,99 por mês nos EUA, mas seis níveis são difíceis de gerenciar e confundem quem vai escolher. E o preço de entrada faz muita diferença.
O YouTube coloca assim no guia de preços:
«Você atrairia o dobro de membros cobrando US$ 2,99 em vez de US$ 5,99? Se não, talvez ganhe mais começando em US$ 5,99.»
Faça essa conta antes de lançar. 100 membros a US$ 5,99 rendem mais que 200 a US$ 1,99.
Uma estrutura de três níveis que funciona para a maioria dos canais:
- Básico, US$ 1,99–2,99: selos e menções. Pouco trabalho, muita gente.
- Intermediário, US$ 5,99–9,99: acesso antecipado, posts exclusivos. É aqui que fica a maioria dos membros.
- Premium, a partir de US$ 19,99: perguntas e respostas, respostas pessoais, vagas limitadas.
Nos canais com que trabalhamos, a maior parte da receita vem do nível intermediário, não do mais caro. O YouTube também recomenda começar com dois ou três níveis e crescer a partir daí.

2. Reaproveite níveis e benefícios do Patreon
Já tem Patreon? Copie os níveis para o clube do canal no YouTube em vez de começar do zero. Cada plataforma atrai um público diferente, então uma não rouba da outra. Temos parceiros que usam as duas ao mesmo tempo e ganham com cada uma separadamente.
- No YouTube, entrar é mais fácil. Quem já tem conta no YouTube vira membro com um clique e a forma de pagamento que já salvou.
- O Patreon pede uma conta separada. Esse passo a mais faz parte das pessoas desistir; no YouTube ninguém precisa ir para outro lugar.
3. Cite os membros nos vídeos
Menções funcionam. Um nome no fim do vídeo, um quadro para responder perguntas dos membros, uma resposta pessoal. Isso segura quem já está e atrai gente nova. Os selos de membro aparecem nos comentários, e todo mundo vê. Divulgação de graça.
Isaac, produtor musical e criador de reacts, resume numa entrevista ao blog do YouTube: ligue a menção ao conteúdo do vídeo.
A fórmula dele:
«Os membros do canal me ajudaram a escolher o tema de hoje. Se você quer escolher os próximos temas, toque em Seja membro aqui embaixo.»
O benefício aparece no próprio vídeo que a pessoa já está assistindo.
4. Use os Super recursos nas lives
Super Chat, Super Stickers e Super Thanks funcionam junto com o clube do canal, não no lugar dele. Nossa parceira ucraniana Yanina Sokolova usa tudo junto. Em um ano, isso responde por mais de 50% da receita total do canal dela.
Nas lives, o clube se vende sozinho. Desde outubro de 2025, dá para mudar uma live pública para o modo só para membros sem reiniciar. Quem não é membro vê que a live ficou exclusiva e recebe o convite para entrar no clube. Por enquanto, funciona só em lives horizontais iniciadas pelo computador.
Dá para ir além com uma live 24/7: seu catálogo de vídeos roda sem parar e gera receita até entre um vídeo novo e outro. A ferramenta mais usada pelos criadores é o Gyre: ele monta uma playlist com seus vídeos e transmite ao vivo o dia inteiro.
A receita das lives funciona de outro jeito:
- Uma visualização de live costuma pagar mais que uma de vídeo. Nos nossos dados de 404 canais com lives, o RPM das lives superou o dos vídeos nos mesmos canais em 8 de 11 nichos que conseguimos medir.
- O tempo de exibição por sessão é maior, porque quem está na live fica. Veja como funciona.
Os canais do seu nicho ganham mais com o clube?
Nossa auditoria compara seu canal com os concorrentes do seu nicho e diz o que fazer para passar na frente deles.
Quero passar na frente5. Faça encontros só para membros
Encontros informais e frequentes, em que os membros conversam com você e entre si, transformam apoio em comunidade. Divulgue nos vídeos e nos posts. Quem tem algo para esperar não cancela.
Que formato funciona:
- Sem roteiro e descontraído.
- Meia hora de chat ao vivo respondendo o que aparecer funciona melhor que um Q&A formal com perguntas prontas.
- As pessoas vêm pelo acesso a você, não pela produção. Esses encontros seguram justamente porque não parecem um vídeo comum.
6. Dê acesso antecipado aos vídeos
Acesso antecipado é simples: os membros veem tudo primeiro. Mas um «acesso antecipado» genérico não convence. O específico, sim: «O vídeo de terça você vê já no sábado» é um motivo para entrar.
Segundo dados do YouTube, 20% dos novos membros entram porque viram conteúdo para membros na página inicial ou nas recomendações. Ou seja, o próprio YouTube mostra seu conteúdo exclusivo para quem ainda não é membro.
7. Compartilhe erros de gravação e bastidores
O material já existe, não precisa gravar nada a mais. Solte os melhores momentos nos posts como prévia. Deixe quem não é membro com a sensação de estar perdendo algo.
Esse benefício funciona melhor como complemento do que como oferta principal. O YouTube, na página sobre o clube do canal, coloca os erros de gravação, as versões sem cortes e o acesso antecipado entre os benefícios que entregam valor «com menos trabalho extra». Monte o clube em cima de algo consistente e use os bastidores para dar tempero.
8. Faça enquetes e posts só para membros
Enquetes só para membros dão ao público voz no que você vai fazer. E quem influencia seu conteúdo fica. Desde novembro de 2025, também dá para fixar posts no topo da guia Comunidade e compartilhar um link direto para ela: bom para mostrar que tipo de conteúdo os membros recebem.
Uma enquete ou post por semana já basta para a guia ficar viva. A ideia é que os membros sintam que você está por perto entre um vídeo e outro.
9. Ofereça versões sem cortes dos vídeos
Todo mundo vê a versão editada; os membros, a completa. Mas a diferença tem que aparecer: dois minutos a mais sem nada não são benefício. Se a versão completa não acrescenta algo de valor, não use esta tática.
Onde funciona:
- Entrevistas que você cortou pelo ritmo.
- Tutoriais dos quais saíram as conversas paralelas.
- Vlogs em que as partes legais não couberam na edição principal.
Onde não funciona: em vídeos que já eram enxutos. Se um vídeo de 10 minutos tem 12 na versão completa, você ensina os membros a esperar menos do que prometeu.
10. Dê descontos em produtos para os membros
Um desconto faz duas coisas: recompensa a fidelidade e dá aos membros algo para comentar. Faça ele valer. 10% não conta; 20 ou 30%, sim, e mostra que o clube tem valor financeiro real, não só de conteúdo.
O que configurar antes: coloque o desconto na lista de benefícios antes do lançamento. Quando o membro descobre sozinho, a sensação é melhor do que quando alguém conta no vídeo.
11. Faça sessões de perguntas e respostas só para membros
Os membros podem perguntar o que você não responde nos comentários públicos. Ao vivo ou gravado, os dois funcionam. De vez em quando, leve perguntas dos membros para os vídeos públicos: os outros vão notar o acesso que não têm.
Como divulgar:
- No vídeo anterior ao Q&A, avise que na semana seguinte vai responder perguntas dos membros.
- Não precisa explicar o clube inteiro, só diga o que os membros vão receber.
O contraste entre o que os membros recebem e o que todo mundo vê já é a sua venda.
12. Crie um reconhecimento mensal para os membros
Os membros querem ser vistos por você e pelos outros, e o reconhecimento segura mais que a maioria dos benefícios.
- Nomes no vídeo.
- Um post dedicado.
- Um quadro no episódio.
- Leva poucos minutos.
Mandy, uma criadora entrevistada pelo YouTube na série de histórias de sucesso, fala do lado psicológico: o clube dá liberdade para arriscar, testar coisas novas e se abrir mais, porque quem assiste já está do seu lado.
O reconhecimento reforça isso. Membros que ouvem o próprio nome num vídeo comentam diferente, compartilham mais e ficam mais tempo.
13. Crie tutoriais e workshops só para membros
Para canais educativos, de habilidades ou profissionais, tutoriais e workshops são o melhor benefício possível. Fica claro por que vale pagar, algo que conteúdo de bastidor geralmente não passa. Anuncie com antecedência para os membros terem algo para esperar.
Um dado dos parceiros da AIR:
- Em canais educativos, entre 2% e 4% dos inscritos viram membros, a maior conversão entre todos os nichos.
- O motivo: o benefício é específico e útil. «Tutorial avançado só para membros» responde na hora à pergunta «o que eu ganho?».
Canais com um vago «conteúdo exclusivo!» convertem muito menos.
14. Ofereça materiais para download só para membros
Templates, presets, checklists, e-books: você faz uma vez e eles continuam entregando. Diga o nome do material quando divulgar. «Um pacote de presets do Lightroom para fotos ao ar livre» vende mais que «materiais exclusivos para download».
Uma dica de produção: faça em lote. Separe um dia, crie três ou quatro materiais de uma vez e solte um por mês. Quando os membros sabem que vem coisa nova, eles ficam.
O guia de preços do YouTube lembra que dá para mudar os benefícios quando quiser. Se um tipo de material não pegar, troque sem refazer todos os níveis.
15. Monte um acervo de conteúdo exclusivo
Uma seleção do melhor — versões estendidas, cenas cortadas, vídeos exclusivos — dá aos membros um motivo para ficar além do próximo vídeo. Divulgue citando vídeos específicos, não só dizendo que o acervo existe. Quem vende é o catálogo.
O acervo funciona de um jeito diferente conforme o tamanho do canal.
- Em canais menores (até 50 mil inscritos), é ótimo como benefício de boas-vindas: o membro acessa assim que entra.
- Em canais grandes com muito histórico, é um motivo para ficar: os membros sabem que ainda tem muita coisa para descobrir.
Em qualquer caso, mostre partes específicas, não a ideia do acervo.
O clube está ativo, mas rende uns trocados?
Quase sempre o problema está na divulgação. Nossos especialistas encontram onde você perde receita dos fãs e entregam um plano organizado para corrigir. → Encontrar a receita perdida.
O que aconteceu quando esses canais levaram o clube a sério
Três canais. Pontos de partida bem diferentes.
Canal de esporte e saúde: de US$ 50 por mês a 80% da receita
O clube estava ativo desde 2019. Cinco anos sem estratégia e quase sem divulgação. Receita mensal com o clube: cerca de US$ 50. Reestruturamos os benefícios em torno do que esse público fitness queria: treinos estendidos, Q&A ao vivo, um chat fechado para os membros compartilharem a evolução. Depois deixamos o clube visível: botão Seja membro nas telas finais, posts mostrando o que quem não é membro está perdendo, o link em toda descrição. Seis meses depois: receita do clube 16 vezes maior, 9 vezes mais membros ativos, e o clube já responde por quase 80% da receita do canal.
Rally Point: 60% da receita em um ano
Canal ucraniano de entretenimento. Montamos toda a estratégia do clube com base na análise de dados, e o lançamento foi em setembro de 2024. Benefícios sob medida para o canal: cortes, chat fechado, respostas pessoais em vídeo, presentes físicos para membros de longa data. Divulgação em todo lugar e constante: widget Seja membro na página inicial, prévias nos posts antes de cada lançamento, o link em toda descrição, menções no começo dos vídeos. Em um ano: o clube chegou a 60% da receita total. Mais estável que o AdSense. E continua crescendo.
OOHAMI: 30% da receita em 60 dias
Canal de games da Malásia, mais de 1 milhão de inscritos. O clube estava parado desde 2020. Em fevereiro de 2024, o criador fez uma única mudança: gravou um vídeo curto explicando o que os membros ganhariam. Vídeos exclusivos, prévias, enquetes, bastidores da cabine de gravação. Colocou o widget Seja membro na página inicial e o link em toda descrição. Em 60 dias: receita do clube 6,5 vezes maior, número de membros 6,5 vezes maior e o clube passou a responder por 30% da receita do canal.
Quais benefícios funcionam no seu nicho
Os três cases acima e o que a equipe de clubes da AIR Media-Tech vê nos canais parceiros mostram a mesma coisa: os benefícios que vendem dependem do motivo pelo qual as pessoas assistem ao canal.
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Nicho |
Inscritos que viram membros |
Benefícios que funcionam |
Comprovação |
|---|---|---|---|
|
Educação e habilidades |
2–4% |
Versões aprofundadas dos vídeos, tutoriais, workshops |
Um canal educativo com 5,3 milhões de inscritos com que trabalhamos ganha pelo menos US$ 20.000 por mês com o clube |
|
Esporte e saúde |
— |
Treinos estendidos, Q&A ao vivo, chat fechado para compartilhar a evolução |
Um canal de esporte e saúde com que trabalhamos multiplicou por 16 a receita do clube em seis meses |
|
Entretenimento |
0,5–1% |
Cortes, chat fechado, respostas pessoais em vídeo, presentes para membros antigos |
Rally Point, um canal ucraniano de entretenimento, levou o clube a 60% da receita em um ano |
|
Games |
0,5–1% |
Vídeos exclusivos, prévias, enquetes, bastidores |
OOHAMI, um canal de games da Malásia, multiplicou por 6,5 a receita do clube em 60 dias |
|
Lifestyle e vlogs |
1–2% |
Vlogs sem edição, encontros só para membros, voz no que vai ser gravado |
Equipe de clubes da AIR |
|
Música |
— |
Sessões de estúdio, acesso antecipado a lançamentos, como cada faixa foi feita |
Equipe de clubes da AIR |
|
Culinária |
— |
Receitas sem cortes, lives para cozinhar junto, fichas de receitas para imprimir |
Equipe de clubes da AIR |
|
Beleza e moda |
— |
Rotinas completas, lives «arrume-se comigo», acesso antecipado a recebidos |
Equipe de clubes da AIR |
|
Podcasts e notícias |
— |
Episódios estendidos e extras, lives pós-programa, análise mais aprofundada |
Equipe de clubes da AIR |
Fonte: canais parceiros e equipe de clubes da AIR Media-Tech. As taxas de conversão são faixas típicas nos canais com que trabalhamos; «—» significa que não foi medido separadamente.
Canais infantis são a exceção: o clube do canal não está disponível em canais marcados como conteúdo para crianças, então criadores infantis precisam de outras fontes de receita. Para os demais nichos, o YouTube informa que criadores que publicam dois ou mais vídeos para membros por mês conseguem 15 vezes mais membros novos, e que quem assiste a conteúdo exclusivo no primeiro mês cancela 20% menos.
Quanto dá para ganhar com o clube do canal?
Depende. Tamanho do canal, nicho, benefícios e constância da divulgação, tudo pesa. Os canais com que trabalhamos que acertam tudo isso costumam somar de 20% a 30% à receita total com o clube. Às vezes, bem mais.
Um dos nossos canais educativos, com 5,3 milhões de inscritos, ganha pelo menos US$ 20.000 por mês com o clube oferecendo aos membros versões aprofundadas dos vídeos. O recorde num ano foi de US$ 217.000 só com o recurso. É um caso fora da curva, mas mostra o que é possível quando o público é engajado e o benefício combina com o que ele veio buscar.
A conversão varia conforme o nicho. Nos canais com que trabalhamos:
- Canais educativos (tutoriais, idiomas, cursos de nicho): 2–4%.
- Entretenimento e games: 0,5–1%, mas costumam ir mais longe por terem bases de inscritos maiores.
- Lifestyle e vlogs: por volta de 1–2%, muitas vezes puxados por benefícios ligados à personalidade do criador.
Uma conta rápida para o seu canal:
- Parta do público ativo: quem comenta muito e assiste bastante, não o total de inscritos.
- Aplique uma taxa de conversão. Nos canais que auditamos, de 0,5% a 3% dos inscritos costumam virar membros, conforme o nicho e a divulgação.
- Multiplique pelo preço médio dos seus níveis.
- Desconte os cancelamentos. A média de cancelamento mensal nos canais que gerenciamos é de 5–10%.
Exemplo de cálculo:
10.000 espectadores ativos × 1% = 100 membros. US$ 5 por mês × 100 = US$ 500 por mês. Com 10% de cancelamento: cerca de US$ 450 por mês.
Um detalhe sobre iOS e Android: quando alguém entra pelo app e não pelo navegador, a Apple ou o Google podem cobrar uma taxa extra além dos 30% do YouTube.
É difícil lançar o clube do canal?
Não muito. A configuração no YouTube Studio guia você passo a passo. O difícil é entender por que as pessoas entram: a parte técnica é simples e tudo depende da execução.
Cinco coisas que puxam a conversão, pelo que vemos nos canais com que trabalhamos:
- Tem gente que só quer apoiar você. Não precisa de uma lista longa de benefícios: «apoie o canal aqui» basta.
- Os fãs querem bastidores. Não comunicados oficiais, e sim algo pessoal.
- Tem gente que paga por algo que não encontra em outro lugar. Diga no vídeo o que é, não só «conteúdo exclusivo».
- Os membros querem reconhecimento, seu e dos outros membros. Menções, selos, ser chamado pelo nome.
- Parte do público quer interação direta. Respostas, enquetes, chat de membros. São as pessoas que já tentam chegar perto de você nos comentários.
Isaac resume assim: «Pela minha experiência, eles querem duas coisas: ser ouvidos e apoiar você». A estrutura de benefícios vem depois. O que se compra é a conexão; os benefícios só provam que ela é real. Entrevista completa no blog do YouTube.
Que erros matam o clube antes de começar
Quatro erros que vemos com frequência nas auditorias de canais.
- Valor pouco claro. «Conteúdo exclusivo e muito mais» não é motivo para pagar. Diga o que os membros recebem, com que frequência e por que vale a pena. O vago não vende.
- Lançar cedo demais. Membros são seus superfãs, quem já está sempre por perto. Se essa base ainda não existe, o botão vai ficar parado. O momento importa.
- Falar do clube uma vez só. A maioria do público perde uma menção isolada. Falar de forma constante e natural — nos vídeos, descrições, posts, telas finais — não incomoda quando o valor é claro. Uma menção não é um lançamento.
- Tratar todo mundo igual. O clube é para quem comenta, assiste a tudo e participa da comunidade. Divulgar para todo mundo dilui o resultado. Mire em quem já age como membro.
Como divulgar o clube do canal
Falar do clube com frequência compensa. Segundo o YouTube, criadores que mencionam o clube regularmente costumam ter o dobro de membros de quem não menciona.
Apresente como um convite. Três coisas que funcionam:
- No vídeo, num momento natural: «Se você quer ver como isso é feito, vire membro: conteúdo exclusivo e perguntas e respostas todo mês». Não no finalzinho, só para cumprir tabela.
- Na descrição, diga claramente o que os membros recebem, com que frequência e por que importa. «Membros têm acesso antecipado, lives exclusivas todo mês e selos personalizados, e ainda apoiam o canal diretamente».
- No começo, uma menção por vídeo. Teste antes de aumentar. Se exagerar, o público aprende a ignorar.
Ferramentas do YouTube para divulgar o clube
O YouTube oferece cinco ferramentas que fazem parte da venda por você.
- Um vídeo de introdução na janela do clube. O YouTube mostra esse vídeo para todo mundo que toca em Seja membro, bem na hora da decisão. Foi por aí que começou o OOHAMI, um canal de games da Malásia com que trabalhamos: um vídeo curto explicando os benefícios veio antes de a receita do clube crescer 6,5 vezes em 60 dias.
- O link /join. Coloque /join no fim do endereço do seu canal para levar as pessoas direto à janela do clube, e use esse link nas descrições, cards, telas finais e posts.
- Teste grátis. O YouTube oferece automaticamente aos espectadores qualificados um mês grátis de clube, uma única vez em todo o YouTube. O teste vem ativado, e você pode desativar na guia do clube no YouTube Studio.
- Clube de presente. Durante uma live ou estreia, os espectadores podem comprar um mês de clube para outros espectadores que aceitaram receber presentes. Os presentes não renovam, então use como amostra grátis: compartilhe seu link para aceitar presentes antes da live, para mais gente poder receber.
- A página de clubes dos canais. O YouTube escolhe os criadores para a página de clubes com base nas preferências do público e prioriza quem publica conteúdo para membros com frequência e interage com a audiência.
Acompanhe os cancelamentos, não só os novos membros
Novos membros dão a impressão de que está tudo bem, mas são os cancelamentos que decidem se o clube cresce. Nos canais que a AIR Media-Tech gerencia, a média de cancelamento mensal é de 5–10%, então um canal com 100 membros precisa conquistar de 5 a 10 novos todo mês só para ficar no mesmo lugar.
O YouTube Studio mostra o que você precisa na guia do clube:
- Entradas e cancelamentos. Quantas pessoas entraram e quantas cancelaram. Novos menos os que saíram é o seu crescimento real.
- Motivos de cancelamento. As opções que alguns membros escolhem quando saem.
- Tempo de clube. Há quanto tempo cada membro paga: mostra se as pessoas ficam depois do primeiro mês.
- Vídeos que trouxeram membros. Os vídeos que convertem espectadores em membros.
- Membros por nível. Quais níveis seguram as pessoas e quais perdem.
O YouTube Analytics ainda mostra membros ganhos, cancelados e perdidos por dia, e quantos clubes de presente foram enviados e resgatados.
O que fazer com esses números todo mês:
- Relacione os picos de cancelamento com o que mudou. Uma live de membros que não aconteceu, um benefício atrasado ou um preço novo costumam aparecer nos cancelamentos do mês seguinte.
- Faça mais do que converte. Se um tipo de vídeo sempre traz membros, dê a ele uma continuação só para membros.
- Corte os benefícios que ninguém usa. Leia os motivos de cancelamento e reorganize tudo em torno do que os membros querem, como um canal de esporte e saúde com que trabalhamos, que multiplicou por 16 a receita do clube em seis meses.
Vale a pena ativar o clube do canal?
Depende menos de quantos inscritos você tem e mais de quantos espectadores já agem como fãs. O clube compensa quando você já tem um público fiel, não quando você ainda espera conquistá-lo.
Por que vale a pena:
- Você fica com mais. O criador recebe 70% da receita do clube, contra 55% da receita de anúncios em vídeos longos.
- Receita que não depende de visualizações. Os membros pagam todo mês, com o vídeo bombando ou não. Para o Rally Point, um canal ucraniano de entretenimento com que trabalhamos, o clube ficou mais estável que o AdSense em um ano.
- Barreira de entrada baixa. O clube é liberado com 500 inscritos, muito antes dos anúncios.
- Fácil para os fãs. Eles entram com a forma de pagamento do Google que já usam, sem criar outra conta.
O que torna o clube difícil:
- Pouca gente converte. Nos canais que a AIR Media-Tech audita, de 0,5% a 3% dos inscritos viram membros, então um público pequeno ou pouco engajado rende pouco.
- Os membros saem. A média de cancelamento mensal nos canais que gerenciamos é de 5–10%, e os benefícios precisam chegar todo mês para manter esse número.
- Só ativar não basta. Um canal de esporte e saúde com que trabalhamos ficou cinco anos com o clube ativo, ganhando cerca de US$ 50 por mês, até reestruturarmos os benefícios e a divulgação.
- Seus membros vivem no YouTube. Se o canal perde o status no YPP, o clube é pausado e, depois de 120 dias, o programa acaba. Patreon ou Buy Me a Coffee mantêm a relação fora da plataforma; por isso muitos criadores usam os dois.
O que você precisa para ativar o clube do canal?
O clube do canal faz parte dos recursos de apoio dos fãs do YouTube, dentro do Programa de Parcerias do YouTube (YPP). Há dois níveis que importam.
Primeiro nível: libera clube do canal, Super Chat, Super Stickers, Super Thanks e YouTube Shopping:
- 500 inscritos
- 3 vídeos públicos válidos nos últimos 90 dias
- 3.000 horas de exibição válidas nos últimos 12 meses ou 3 milhões de visualizações válidas de Shorts nos últimos 90 dias
- Fazer parte do Programa de Parcerias do YouTube (YPP)
- Ter 18 anos ou mais
- Ter aceitado os termos e políticas do YouTube
- Morar em um dos países disponíveis
- O canal não está marcado como conteúdo para crianças nem tem muitos vídeos marcados assim
- Não ter muitos vídeos inelegíveis (por exemplo, com muitas reivindicações de música)
- Ter a verificação em duas etapas ativada na conta do Google
Monetização completa: soma a receita de anúncios:
- 1.000 inscritos
- 4.000 horas de exibição válidas nos últimos 12 meses ou 10 milhões de visualizações válidas de Shorts nos últimos 90 dias
Requisitos atuais e lista completa de países: página oficial do YouTube sobre o clube do canal.
O que muda para o clube do canal em 2027
O YouTube anunciou que, a partir de 1º de fevereiro de 2027, canais novos que pedirem a monetização completa vão precisar de 8.000 horas de exibição válidas nos últimos 365 dias ou 20 milhões de visualizações válidas de Shorts nos últimos 90 dias. O requisito de 500 inscritos para o clube e os demais recursos de apoio dos fãs não muda, então dá para lançar o clube muito antes de se qualificar para os anúncios.
Duas mudanças afetam canais que já têm clube:
- Novos termos até 31 de janeiro de 2027. Abra o YouTube Studio e aceite os termos atualizados do YPP. Se não fizer isso, a partir de 1º de fevereiro de 2027 o clube e os outros recursos afetados param de gerar receita até você aceitar.
- Clubes ativados antes de 2023 passam para um novo contrato. Se você ativou o clube ou o Super Chat antes de 2023, seu canal ainda está no antigo Commerce Product Addendum. O YouTube está passando todo mundo para o Commerce Product Module. A divisão de receita e os recursos continuam iguais, mas você precisa aceitar mesmo assim.
Além disso, o YouTube vai começar a verificar se os canais parceiros continuam ativos. A partir de 1º de fevereiro de 2027, o canal precisa de pelo menos uma destas três coisas: 1.000 horas de exibição válidas nos últimos 365 dias, 1 milhão de visualizações válidas de Shorts nos últimos 90 dias, ou 2 vídeos longos ou 5 Shorts publicados a cada 90 dias. Quem não cumprir ganha mais 90 dias para bater a meta de horas ou de visualizações de Shorts. Todos os detalhes estão no nosso guia sobre as mudanças do YPP.
Como ativar o clube do canal e preparar o lançamento
Quando cumprir os requisitos, abra o YouTube Studio → Ganhar dinheiro → Clube dos canais (antes, a guia se chamava Monetização). O YouTube guia você a partir daí.
O que fazer antes do lançamento:
- Defina níveis com benefícios claros, que aumentam de um nível para o outro
- Prepare pelo menos 2–3 meses de conteúdo para membros antes de lançar
- Crie selos e emojis personalizados
- Teste se o pagamento e o acesso aos benefícios funcionam antes de anunciar qualquer coisa
- Escreva o roteiro do vídeo de lançamento e um modelo de descrição
- Faça um pré-lançamento leve: conte para a comunidade antes do lançamento oficial para sentir o interesse
- Defina uma forma de coletar a opinião dos membros continuamente
Passo a passo completo: como configurar bem o clube do canal no YouTube.
E para ver o lugar do clube na monetização como um todo, e por que canais com o mesmo número de inscritos podem ganhar valores bem diferentes, leia nossa comparação de monetização com três pares de canais reais.
Alternativas ao clube do canal
O clube do canal não serve para todo mundo. Alguns se dão melhor com Patreon ou Buy Me a Coffee. A comparação completa está no nosso artigo Patreon ou clube do canal no YouTube.
- Patreon tem níveis mais flexíveis, bom suporte a pagamentos internacionais e análises detalhadas. Melhor para criadores com público global que monetizam em várias plataformas. Quem entrou depois de 4 de agosto de 2025 paga uma taxa fixa de 10% mais o processamento de pagamento; contas antigas mantêm as taxas de 5–12%. O YouTube fica com 30%, mas cobre o processamento de pagamento com essa parte.
- Buy Me a Coffee é mais simples: pagamentos únicos e recorrentes, pouca configuração. Melhor para criadores menores que querem receber apoio sem montar uma estrutura completa de níveis. As análises são limitadas.
Muitos dos canais com que trabalhamos usam as duas junto com o clube do YouTube. Elas não competem: chegam a pessoas diferentes.
Sente que deveria estar ganhando mais?
Provavelmente você está certo. O clube trava pelos mesmos motivos que o canal inteiro: benefícios que não combinam com o público, divulgação que parou depois de um vídeo ou vídeos inelegíveis no acervo. Uma auditoria de canal da AIR analisa os dados do seu Studio em 10 blocos, incluindo a receita, e compara com canais do seu nicho. Fazemos isso para mais de 3.000 canais há 16 anos.
O que você recebe:
- Um relatório estruturado sobre embalagem, retenção, tráfego, nicho, portfólio, receita, público, previsão, riscos e plano de ação
- Um plano de ações organizado por impacto
- Uma conversa ao vivo de 45 minutos com um especialista sênior da AIR (Channel Growth Blueprint)